quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Porteiro diz que viu movimentação de carros na época da morte de Eliza



Juíza Maria José Starling disse que goleiro Bruno deveria estar solto.
Depoimentos foram de empregados que trabalham no condomínio.

O goleiro Bruno algemado deixa o Fórum de Esmeraldas, na Grande BH; atrás, o amigo Macarrão.
A juíza Maria José Starling ouviu, nesta terça-feira (26), no Fórum de
Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quatro testemunhas de defesa sobre o desparecimento e morte de Eliza Samudio. Em princípio estavam previstos sete depoimentos, mas os advogados dispensaram três. A sessão começou às 13h30 e terminou às 16h20.

Um porteiro que trabalha no Condomínio Turmalina, onde fica o sítio do Bruno, disse que não viu os réus juntos no local em um dia específico, mas que eles estiveram em dias diferentes e alternados – provavelmente entre 6 e 12 de junho deste ano. O homem afirmou, ainda, que também não viu nenhum bebê de colo no período. Na maior parte do tempo, Fernanda Gomes de Castro rezava terço e chorava.
Após a audiência, a juíza disse que o goleiro Bruno deveria estar solto “porque ele tinha emprego e endereço fixo”. Para Maria José, os trabalhos desta tarde transcorreram com normalidade. “Achei que a defesa foi bem e que fatos foram elucidados”, disse.

Ainda segundo Maria José, o processo que apura o sumiço e a morte de Eliza Samudio deveria estar tramitando na Comarca de Esmeraldas. “O que aconteceu em Contagem? Por que o processo corre lá”, questionou.

Bruno foi algemado para ser levado à penitenciária mas, logo depois, a juíza pediu que as algemas fossem retiradas porque ela queria falar com o goleiro. A reportagem do G1 perguntou o que a magistrada falaria com o atleta e ela respondeu: “Não posso falar. Essa conversa é só entre mim e ele”. Ela saiu e Bruno foi atrás escoltado. Eles entraram em uma sala reservada.

Bruno e Macarrão disseram que Eliza Samudio está viva, em São Paulo.
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que apenas os desembagadores e a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, da Comarca de Contagem, podem relaxar as prisões ou mandar soltar os réus.

Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais. De acordo com o inquérito policial, Eliza foi morta no dia 9 de junho, em uma casa em Vespasiano.

O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro respondem na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento. Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

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